terça-feira, 25 de março de 2014

COMODIDADE AMEAÇADA

COMODIDADE AMEAÇADA
    


                                                                                    “E ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se fizer
isso, o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á
o vinho, e os odres se estragarão” (Lucas 5.37).

 

 

Toda e qualquer mudança, seja ela qual for, é complicada e gera um misto de sentimentos, como conforto-desconforto, segu­rança-apreensão, paz-inquietação, prazer-insatisfação, certeza-dúvida. Mas, se por um lado as propostas de mudança nos trazem esses sentimentos divergentes e às vezes perturbadores, muito pior é aquela mudança de face absolutamente cristã, que exige de nós mais profundidade no que acreditamos, mais co­nhecimento no que sabemos, mais compromisso no que fazemos, mais responsabilidade no que tratamos, mais espiri­tualidade no que somos, mais solidariedade no que praticamos. Isto porque comumente as pessoas que são confron­tadas com tais realidades e concreções, se sentem extremamente ameaçadas na sua antiga crença, nos seus padrões éticos formais, nos seus estereótipos religiosos, na sua conduta cristã até então inquestionável e nos seus comportamentos admitidos co­mo irretocáveis. Contudo, a despeito de todas essas barreiras com respeito a mudanças, há uma que se constitui no grande e maior obstáculo para aqueles que precisam mudar: a comodidade.


A maioria esmagadora das pessoas não deseja mudar, pelo fato de acharem que não precisam de mu­dança alguma, e tam­bém em razão do fato de saberem que mu­dança, neste nível, pressupõe renúncia, despreendimento, desapego das coisas com as quais já se está acostumado. Com e­feito, qualquer mudança desse tipo in­comoda, inquieta, de­sassossega, por­quanto mexe com resistên­cias psico­lógicas fortíssimas e sobretudo intranqui­liza os que estão vi­vendo vida cristã no bem-estar da omis­são.

Mas para um cren­te cristão que deseja vi­ver na linha da coe­rência diante de Deus, sempre lhe é exigido constante tensão em buscar, à luz da Pa­lavra de Deus, a ma­neira mais correta de viver para Deus; de sorte que “mudança”  para um cristão não deve ser vista como algo in­cômodo, nem tampouco como ame­aça, mas sempre co­­mo um meio para se alcançar o crescimento espiritual de­­sejado e projetado por Deus.
 
 
Rev. Paulo Cesar Lima

Nenhum comentário: